quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Futebol de Travinha (Golzinho): Sua História, da Prática da Brincadeira a Modalidade Esportiva, Metodologia de Ensino Aplicada a Educação Física, Suas Influências, Dimensão Social e Cultural.


Futebol de Travinha (Golzinho): Sua História, da Prática da Brincadeira a Modalidade Esportiva, Metodologia de Ensino Aplicada a Educação Física, Suas Influências, Dimensão Social e Cultural.


Autor: Claudio Jose Ribeiro

Prof. Orientadora: Cristiane Oliveira Rios

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Licenciatura em Educação Física (LEF0110)
16/07/2019

RESUMO
O futebol é o esporte mais jogado, discutido no mundo inteiro. Mas diante da vontade de jogar bola e não possuir um campo de futebol digno de uma final de copa do mundo, o esporte foi adaptado para continuar a ser jogado por qualquer pessoa, de todas as idades, classes sociais, de forma adaptada e com suas próprias regras. Sendo assim, o artigo tem o objetivo de mostrar o contexto sócio histórico o qual o futebol de travinha se desenvolveu. Para tal, foi realizada busca de artigos nacionais com publicação entre o período de 2010 a 2018, indexados nas bases de dados: Google Acadêmico, Scielo.

Palavras-Chave: Futebol de travinha; Golzinho; Histórico; Regulamentação.    


1INTRODUÇÃO

O futebol de travinha nasce das brincadeiras e jogos das ruas por meio de combinações diversas precursoras do futebol e continua evoluindo mesmo após crescimento e estrelato do futebol. Outro fator determinante para esta evolução é o crescimento imobiliário onde as oportunidades e espaços na dimensão oficial do futebol de campo ficaram cada vez mais escassos. No Futebol de travinha também há a possibilidade de adaptações devido à falta de efetivo número de jogadores, com isso a criatividade das crianças vem à tona recriando os meios, espaços, tempo etc. Combinando regras momentâneas que tornaram marcas registradas, de localidades, a criatividade sempre foi é e será a marca registrada da modalidade entre outros fatores preponderantes.

Este estudo tem por objetivos apresentar o contexto histórico o qual tal fenômeno se desenvolveu, contando a história e origem da modalidade no âmbito nacional e internacional e também relatar as dificuldades para regulamentação do esporte perante as entidades responsáveis.

Na mistura dos movimentos da cultura corporal é possível observar, neste que é o futebol raiz, toda a sua magia, encanto, nostalgia, ingredientes e combinações diversas do imaginário e necessidade local, formas de brincar e jogar, diferentes nomes, mas sempre o mesmo objetivo do improviso e do improvável a fins da prática do futebol raiz longe do estrelato, mas sendo base e levando os praticantes ao estrelato pela valorização e aprimoramento do talentoso e espetaculoso jogador brasileiro que tem em suas lembranças as bases do aprendizado do futebol raiz. O futebol de travinha teve e tem este papel fundamental nada mais justo que tornar esta pratica modalidade esportiva afinal quem nunca jogou golzinho?

É possível observar que a cultura das raízes culturais, da arte, da dança, da luta a exemplo samba, capoeira, toda “malícia”, ”malandragem”, gingado explicito existentes nestas culturas do movimento cultural estão inseridos também no golzinho.
            Este trabalho poderá contribuir para a ampliação de conhecimentos à cerca do futebol de travinha auxiliando os profissionais de Educação Física, professores,treinadores, atletas e amantes do esporte, pois é perceptível que há poucas produções acadêmicas a respeito deste tema.
O PROJEFSD/COMCAP é a entidade patrona, da Federação Baiana de Futebol de Travinha entidade máxima do esporte no estado da Bahia e com parcerias tem levado o esporte as escolas bairros municípios baianos, ensinado as regras estudado as metodologias de ensino do desenvolvimento do esporte aprimoramento dos praticantes, mesmo sem estudos acadêmicos específicos da modalidade tem pesquisado através de sites, blogs, documentos que contenham alguma notícia ou indícios de competições, atividades que nos de um suporte para os nossos estudos que entendemos ser de grande relevância acadêmica.

2 A HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO FUTEBOL DE TRAVINHA
A história da criação de toda modalidade esportiva inicia-se com jogos e práticas de brincadeiras as quais vão ganhando dimensões com o passar dos anos.Novas roupagens, organizações de órgãos, instituições reguladoras que implementem e normatizem regras, competições, estudos sistematizados entre outros aspectos inerentes ao desenvolvimento e evolução da modalidade esportiva e o futebolde travinha não está alheio a estas práticas.
As práticas desse esporte, fora das regras oficiais, deixam de ser estáticas e homogêneas para tornarem-se plurais e dinâmicas, onde uma coisa vira outra muito rapidamente, dependendo do contexto em que os praticantes estão inseridos no momento da prática. Por isso temos o bobinho, a disputa de bolãozinho, as brincadeiras de pênalti, os dois toques, duplas, trios, jogos sem goleiro, travinha fechada, etc. Resumindo, há uma diversidade muito grande de práticas do futebol, sem contar a mesma diversidade de objetos que os praticantes usam como “bola” de futebol.Segundo Tubino (1999) para entender a origem do esporte, é fundamental vinculá-lo ao jogo. (ALVES DARLAN, 2015, pp.35)
A necessidade de remeter a fatos históricos para compreender a origem do esporte características, que deixam bem claro, pontos preponderantes que marcam o jogo a brincadeira que precede a oficialização do determinado esporte e o futebol de travinhaestá fundamentado nas raízes históricas do futebol e sua reinvenção diversificada conforme o local, tempo e circunstancias os praticantes foram utilizando dos meios que viam ao seu redor no momento a criar as formas e regras de jogo conforme a cultura local.
A história do esporte será invariavelmente a história dos jogos. As próprias definições de esporte passam pelo jogo, o que demonstra de forma inequívoca que é o jogo que faz o vínculo entre a cultura e o esporte. Alguns autores chegam a definir o esporte como a antítese do jogo, enquanto outros defendem que o esporte é o jogo institucionalizado, o jogo regulado por códigos e regras e comandado por entidades dirigentes, como as federações. (TUBINO, 1999, pp. 12-13) apud ALVES DARLAN, 2015, pp.35).
O futebol tem suas primeiras manifestações na China, por volta de 2500 a.C. De acordo com essa corrente, os soldados se divertiam com o crânio de seus inimigos decapitados em um animado jogo. Em contrapartida, outros estudiosos atribuem a invenção do futebol à civilização maia. Divididos em duas coletividades, os times deveriam acertar um aro fixo. A disputa era tão intensa que o líder do time derrotado era punido com a morte.
No século XVII, um dos primeiros “ensaios” desse jogo aconteceu com o “massfootball”, disputa onde dois grandes grupos da cidade de Chester tentavam fazer uma bola ultrapassar um dos portões da cidade.
O século XIX assistiu o auge dos ideais racionalistas e progressistas. Com isso, diversas instâncias da vida cotidiana dos britânicos viriam a ganhar normas. Atingido por essa onda de normalizações, o futebol virou uma grande paixão, mas não as suas origens e as raízes os jogos nos pequenos espaços no improviso em locais dos mais diversos em circunstâncias adversas, longe do glamour dos estádios mantém firme o futebol de travinha (golzinho).
Há histórico de certo Capitão Robert Scootobcecado em conhecer o Polo Sul tinha o sonho de ser o primeiro homem a conhecer o continente gelado, ele não foi o primeiro homem a pisar no continente gelado, mas foi o primeiro homem a jogar futebol no gelo e segundo relatos históricos, oficiosos, ele levou uma travinha e realizou uma partida com sua equipe de desbravadores como forma lúdica.
Transportando para os dias mais atuais,no Brasil, no estado da Paraíba nos anos de 2005 a 2015, Valmir Junior da Silva um apaixonado pelo futebol de travinha começa a pesquisar e ao ver que a prática do jogo, brincadeira, tinha sua popularidade no Brasil e no Mundo, tendo maior relevância no Brasil, mas não havia uma unificação na prática com regras e órgãosque regulamentasse o jogo.
Assim, após vários entendimentos criando e formalizando a primeiraFederação do mundo do esporte a FPFT Federação Paraibana de Futebol de Travinhaconvencionando o nome do esporte conhecido como Golzinho na Bahia, como Futebol de Travinha por conta da maioria dos estados brasileiros  conhecer a antes brincadeira e jogo, como futebol de travinha oficializando assim nesta modalidade esportiva  apaixonante, o futebol de travinha sem sombra de dúvida é a raiz do futebol.

2.2PESQUISA, PERCUSORES, FATOS HISTORICOS DEPOIMENTOS DE COMPETIÇÃO E ATIVIDADES OFICIOSAS DE FUTEBOL DE TRAVINHA

            Alguns sites, mídias em pesquisas feitas no Brasil e no mundo faz menções a competições oficiosas entre outras atividades, depoimentos relatos importantes que foram percussoras à oficialidade da modalidade futebol travinha, realizados por empresas, prefeituras, associações, escolas, pesquisa de campo, competições como torneios diversos de golzinho, torneio em Portugal, torneio realizado em Ipanema pelo Jornal o Globo conforme referência a seguir:
            No Rio de Janeiro, com seus quilômetros e quilômetros de praias, nada mais natural que as areias fossem um palco clássico para o golzinho. Tentando organizar essa paixão nacional, será disputado neste fim de semana, em Ipanema, em frente à Rua Paul Redfern, o primeiro campeonato de golzinho do Rio. As partidas começam às 9h. O esquema é simples: times com três jogadores, e a possibilidade de outros três reservas, disputando partidas de 15 minutos. Ninguém é goleiro, e quem ficar protegendo demais o gol é punido com um pênalti. O gol terá 1,5m de largura e 80cm de altura, e chinelos demarcarão as traves laterais, para manter a tradição.
            Antes das competições neste registro no estado do Rio de Janeiro, pesquisas de atividades nas escolas de São Paulo e ruas de João Pessoa Paraíba, já demonstrava a paixão da garotada e adultos pelo o jogo futebol de travinha segundo pesquisas de Lendro Rodrigo e outra de Leys Soares em seus trabalhos acadêmico realizada de Fevereiro/Outubro de 2013 e São Paulo e principalmente as de Janeiro a Fevereiro 2011 na Paraiba, estes descrevem detalhes deste jogo que é a raiz do futebol e não foi à toa que foi oficializada modalidade esportiva por um Paraibano, observamos que a prática observada pelos pesquisadores é lúdica e as riquezas dos detalhes descritos do jogo organizado e combinado as regras locais, três contra três, em terrenos baldios campinhos com dimensão cerca de 15 metros por 30 metros e as balizas feitas de madeira em média de 1,5mts por 80 cm, não tinha goleiro, foi observado esta prática diariamente em vários horários em bairros de João Pessoa. A seguir um relato de dados importantes que descreve o registro no blog em 2013 sobre o golzinho como uma atividade modalidade oficiosa recreativa de futebol que não existia na época nenhuma entidade reguladora onde a prática estava espalhada pelo país inclusive marcada por competições organizadas por setores diversos mais de forma a cada localidade criar suas regras, descreve campanhas publicitárias onde o futebol de travinha golzinho esta inserido apresenta fotos de brincadeiras nas ruas com marcações de sandálias, garrafas de refrigerantes entre outros artefatos, mostrando a riqueza e dimensão cultural e social importante registro histórico como esta brincadeira hoje esporte é importante e o quanto representa na manifestação cultural de nosso povo,Galeano (2002)apudScaglia(2005)faz uma referência importante ao futebol praticado nos subúrbios e as características narradas são idênticas a representação cultural da arte, criatividade com  as  adaptações e improvisos das travinhas e bolas utilizando-se de vários artifícios.

         Como o tango, o futebol nasceu dos subúrbios. Era um esporte que não exigia dinheiro e que podia ser jogado sem nada além da pura vontade. Nos baldios, nos becos e nas praias, os rapazes nativos e os jovens imigrantes improvisavam partidas com bolas feitas de meias velhas, recheadas de trapos ou de papel, e um par de pedras para simular o arco. (GALEANO, 2002, p. 33)apud Scanglia(2005), p.29

Um esporte acessível sem investimentos fabulosos onde a sua iniciação e prática tanto lúdica como competitiva não exigi grandes espaços número elástico de participantes o improviso é marca registrada deste esporte fantástico espetacular que se reinventa dia após dia, onde esta reinvenção como na referência acima já tratada como esporte pelo autor deixa muito claro que o futebol de travinha está neste contexto, dentro de várias brincadeiras Scaglia cita também o golzinho como responsável pelas conquistas do futebol arte de nossa seleção.
2.3 HISTÓRIA CRIAÇÃO E FUNDAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES, (LIGAS), FEDERAÇÕES, CONFEDERAÇÃO, SEUS PRINCIPAIS IDEALIZADORES, FUNDADORES, ATRIBUIÇÕES E AÇÕES DESENVOLVIDAS.
Um jogo só é reconhecido como modalidade esportiva quando organizada, criada e fundada entidades que normatizem as regras formas de gerenciamentos, com diretrizes próprias, independentes com uma engrenagem hierárquica, internacionais, nacionais, estaduais, regionais, que regulamentem uma regra unificada, forma de jogo que seja uma mesma leitura regulamentar universalizada, ou a universalizar-se.No Brasil a lei dos desportos abrange as práticas esportivas formais e não formais e define muito bem a atuação das entidades nas atividades esportivas formais suas atuações definidas em seus estatutos e sua autonomia na administração e regulação do esporte e o futebol de travinha não ficou omisso junto ao seu criador e fundador nacional Valmir Junior e aliados aos demais fundadores representantes cada um em seus respectivos estados criando, fundado e oficializando as entidades regulamentadas na forma da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998, que institui normas gerais sobre desporto.
Art. 2º  O desporto brasileiro abrange práticas formais e não formais e tem como base os princípios dispostos no art. 2º da Lei nº 9.615, de 1998.
§ 1º A prática desportiva formal é regulada por normas nacionais e internacionais e pelas regras de prática desportiva de cada modalidade, aceitas pelas respectivas entidades nacionais de administração do desporto.
§ 2º A prática desportiva não-formal é caracterizada pela liberdade lúdica de seus praticantes. 
Art. 12.  As ligas desportivas nacionais e regionais de que trata o art. 20 da Lei nº 9.615, de 1998, são pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, dotadas de autonomia de organização e funcionamento, com competências definidas em estatutos.
Parágrafo único. As ligas desportivas constituídas na forma da lei integram o Sistema Nacional do Desporto.

Neste contexto da lei foram oficializadas, as Federações, sendo a primeira FPFT Federação Paraibana de Futebol de Travinha em 05 de Fevereiro de 2015, Presidente Mestre Holday, na mesma data oficializou-se a FCFT Federação Cearense de futebol de Travinha tendo como Presidente Vinicius Braga a Federação Cearense tem origem do Projeto Jatobá, um projeto pioneiro desde 2010 especifico de futebol de travinha em Fortaleza, a terceira Federação constituída é FBFT Federação Baiana de Futebol de Travinha Presidente Pr. Cpl Claudio Ribeiro com sede em Feira de Santana Bahia, a fundação da entidade máxima do esporte no Brasil a CBFT Confederação Brasileira de Futebol de Travinha Presidente Fernando Borges, tendo o Senhor Valmir Junior idealizador da modalidade como Secretário Geral com sede em João Pessoa Paraíba, o qual junto às federações regulamenta e normatiza a pratica, a estruturação e discussões das regras e sua aplicabilidade.

2.4 HISTÓRIA DA OFICIALIZAÇÃO DA FBFT FEDERAÇÃO BAIANA DE FUTEBOL DE TRAVINHA   
          A FBFT FEDERAÇÃO BAIANA DE FUTEBOL DE TRAVINHA, criada e fundada em 11 de Dezembro de 2017 com sede e foro no município de Feira de Santana, sala anexa a sede nacional PROJEFSD/COMCAP é a terceira federação oficializada do gênero no Brasil e no mundo, tem como idealizador patrono fundador o Pastor e Capelão Claudio Jose Ribeiro estudante, amante do esporte.
       A oficialização da FBFT Federação Baiana de Futebol de travinha, se dá após pesquisas referentes ao futebol de golzinho por ter o fundador em suas atividades anuais um torneio recreativo no âmbito de suas ações nas escolinhas desportivas, fixa seu  objetivo em estudar jogos e brincadeiras em especial o golzinho sua grande paixão, além de planejar  um torneio itinerante de golzinho pelos bairros de Feira de Santana sem muito alarde com muita simplicidade e ao começar suas pesquisas na internet se surpreende ao tomar conhecimento da existência da FPFT Federação Paraibana de Futebol de Travinha e também da construção da CBFT Confederação Brasileira de Futebol de Travinha e nas pesquisas buscou conhecer as regras oficiais os contatos com os dirigentes no qual conseguiu o contato do Sr Valmir Junior idealizador da modalidade manteve contato, tomando conhecimento que na Bahia não existia ainda uma Federação organizada existia um direcionamento desde 2015 mais não se tinha nenhum andamento pois estava tudo parado, foi feito o convite por parte dele para o Pastor Capelão Claudio Ribeiro organizar e fundar a federação baiana onde prontamente foi aceita iniciando o trabalho desafiador o qual existia na veia do idealizador na Bahia, desta forma articulou contatos com colegas de faculdade entre outros atuantes do esporte em Feira de Santana e toda região, conseguindo com muito esforço após várias reuniões, convites divulgações nas redes sociais, jornal de circulação, radio, formando a diretoria, tendo as entidades fundadoras, PROJEFSD/COMCAP, sendo a mentora e Patrona dentro da organização, eas entidades no apoio a fundação AAIS Associação Atlética Independente de Serrinha, Associação Filantrópica Beneficente Prontos Para Servir, tendo hoje também como filiada A AGM Associação Ginga Menino, foram realizados em 2018 algumas atividades oficiais a título demonstrativo para fins de divulgação da modalidade, assim como apoio e chancela a outras iniciativas, a primeira atividade oficial foi o torneio demonstrativo circuito de rua  no dia 03 de março de 2018 Campo Limpo Feira de Santana  em frente a sede, as equipes representando as associações fundadoras e filiadas, o PROJEFSD/COMCAP Sagrou-se campeão na categoria  fraldinha, o primeiro gol oficial de futebol de travinha na Bahia foi convertido pelo atleta fraldinha Claudeson David, o primeiro gol categoria adulto foi convertido por Bruno da equipe Independente, a equipe do Independente sagrou-se campeã do 1º Torneio Demonstrativo de Futebol de Travinha, Golzinho na Bahia é Coisa Séria2018, foram realizados torneios e palestras demonstrativas nos bairros, escolas e vários municípios.
            Foi dado apoio e chancela no Bairro Irmã Dulce Feira de Santana dia 08 de novembro de 2018 onde houve o primeiro torneio chancelado feminino com três equipes Ginga Menino, Capitã e Garotas de Futuro, sendo o primeiro gol feminino chancelado oficial marcado por Eliene Correia da equipe Ginga Menino  sagrou-se campeã do torneio “Ginga Futtravinha 2018” chancelado pela FBFT, também foi chancelado o 1º Campeonato Municipal de Golzinho de Sapeaçu, com 16 equipes representando as diversas comunidades do município, foi armada uma arena na área em frente ao estádio municipal, um evento que mobilizou toda a região digno de ser Sapeaçu considerada a capital baiana do futebol de travinha(golzinho).
       Em 2019 no dia, 22 de fevereiro a FBFT federação baiana de futebol de travinha participou em Salvador no Centro Cultural da câmara de vereadores do Prêmio Personalidades Esportiva 2018 indicando os seus destaques, conforme o site  www.atillatorres/destaques2018.



2.5 O ESPORTE NO AMBIENTE ESCOLAR

            O futebol de travinha constitui em importante recurso para o processo ensino aprendizagem na escola. Através de seu histórico, regras entre outros aspectos que possibilita a intervenção na reflexão do aluno exigindo do professor um exercício crítico em busca de alternativas que permitam uma ampla participação dos alunos nas aulas de Educação Física.
            O Parâmetro Curricular Nacional da Educação Física (PCN 2000) do ensino médio define as competências e habilidades a serem desenvolvidas na educação física, entre estas competências destacamos as seguintes: Parâmetros Curriculares Nacional(2000, páginas 42, 45 e 65) “espera-se no decorrer do ensino médio, em educação física, as seguintes competências sejam desenvolvidas pelos alunos”, “interessar-se pelo surgimento das múltiplas, variações de atividades físicas...”,”a educação física articulada pelos jogos construídos no social com esquemas corporais próprios...amplia o conhecimento do corpo ....das regras sociais”.
            E neste sentido o estatuto da FBFT Federação Baiana de futebol de travinha fala das prerrogativas da federação na regulamentação implementação de ações e desenvolvimento metodológico do esporte dentro do estado da Bahia e o contexto escolar está inserido, além da preocupação de desenvolver estudos que criem mecanismos de inclusão de pessoas com necessidades especiais na pratica da modalidade de futebol de travinha adaptado, demonstrando a grande dimensão pedagógica, metodológica, social e cultural do esporte na educação física escolar, pois o golzinho fez, faz e sempre fará parte da história do baiano do brasileiro.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

                        Este é um estudo de revisão sistemática que visa realizar uma análise de estudos científicos com resultados similares, fazer comparações e desenvolver resultados organizados (Costa &Zoltowski, 2014). Para a produção da revisão, foram analisados artigos empíricos nacionais publicados entre 2010 e 2018. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados em periódicos indexados nas bases de dados eletrônicos, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico, em português. Os critérios de exclusãoforam artigos que abordaram o futebol em outro contexto que não estivesse relacionado com a travinha (golzinho) foram retirados.



4  RESULTADOS E DISCUSSÃO

            Para Galeano (2002), é possível observar que o jogo golzinho (travinha) integra a cultura das raízes culturais assim como a arte, a dança, a luta a exemplo samba, capoeira, com toda “malicia”, “gingado”, “malandragem”, explicito mais fortemente aqui no Brasil, podendo também ser percebido em todos os locais do mundo.
            O futebol de travinha pode ser considerado como democrático, pois é disputado em campinhos de terra batida, sem o glamour dos estádios luxuosos, onde são disputadas as partidas de futebol, jogado por pessoas de todas as idades, gênero e classe social, tornando-se uma ferramenta de interação e cooperação entre seus jogadores.
            No âmbito escolar, é percebido que o futebol de travinha (golzinho) permite à criança buscar soluções para os problemas apresentados, devido ao histórico sócio cultural e regras imposta.
            Dessa maneira, a criança constrói conhecimento ao interagir com objetos, pessoas, situações e acontecimentos. E podendo interagir como jogo e brincadeira no ambiente escolar traduzindo formas privilegiadas de estabelecer interações e criando novas formas de aprender.
            Portanto, deve-se olhar para o futebol de travinha como um precioso recurso capaz de promover um ambiente planejado, motivador, agradável e enriquecido, deixando assim, a aprendizagem mais interessante e significativa.
            Nesse contexto, a educação física usaria o futebol de travinha, como uma oportunidade para trabalhar com o lúdico, a socialização e ainda explorar a criatividade do aluno, tornando importante agente facilitador da aprendizagem, podendo contribuir para a melhora do desempenho dos alunos nas demais disciplinas.










5 CONCLUSÃO
           
       Diante do discorrido é possível perceber que há um caminho perseguido na regulamentação o jogo de futebol de travinha (golzinho) hoje esporte que é praticado no Brasil e pode ser praticado em qualquer lugar do mundo de forma unificada enquanto sua flexibilidade e popularidade na normatização das regras.
      Continua sua pratica nos campinhos de terra batida, nos campos, sem manutenção, em terrenos baldios, por crianças, jovens e adultos de qualquer classe social, cor e/ou religião, tornando esse esporte, apaixonante, popular e democrático. 
      Tendo a partir deste estudo uma amplitude metodológica própria a ser aplicada na educação física realizada no ambiente escolar pode inserir meio como esporte escolar, o futebol de travinha com sua metodologia criativa reinventando, com a finalidade de melhorar e/ou incitar a criatividade, convivência, interação, participação dos alunos não só nas aulas de educação física, mas também nas demais disciplinas tendo em vista fatores históricos, disciplinares, dimensão social e cultural de grande relevância a serem apresentadas e discutidas discorrendo de forma multidisciplinar.
            Cabendo ainda ressaltar a importância e a riqueza desse conteúdo nas aulas de Educação Física, podendo ser uma importante ferramenta na atuação dos professores da área no ensino não só da Cidadania quanto de tantos outros conteúdos para seus alunos através do aprendizado que a obediência das regras ocasiona, mas sem perder de vista a importância da flexibilização das regras do jogo no desenvolvimento da criatividade.














REFERENCIAS

ALEXANDRINO, Renato. Ipanema recebe campeonato de golzinho no fim de semana. O GLOBO. Rio de Janeiro. 09. Março. 2012. Disponível em:https://oglobo.globo.com/esportes/ipanema-recebe-campeonato-de-golzinho-no-fim-de-semana-4258074.Acesso 04/07/2018 15:40 hs

ALVES, Darlan. Escola e futebol no campo do neoliberalismo. Dissertação (Mestrado) - Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma, 27. Mar. 2015. pg 35. Disponível em: http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/3501/1/Darlan%20Alves.pdf.  Acesso em: 05/07/2018 as 4:35 Hs

HISTORIA, Toy. “Golzinho”. Toyhistorias.bogspot.?. 14. Jun. 2013. Disponível em:  http://toyhistorias.blogspot.com/2013/06/golzinho.html. Acesso em 04/07/2018 às 15:40Hs

LEYS, Soares et al. Comunicação motriz nos jogos populares: uma análise praxiológica.Porto Alegre, v. 18, n. 03, p. 159-182, jul/set. 2012.  Disponível em: https://seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/26645/21144. Acesso 10/05/2018 23:15 Hs
MURRIE, F. Zuleika. coord. Parâmetros Curriculares Nacional do Ensino Médio. Mec.gov.Brasil.2000.pg42,45,65.Disponívelem:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf17/04/2019 as 4:12 hs.
Presidência da Republica. Lei nº 9.615, que institui normas gerais sobre desporto e da outras providencias. Brasil 1998, 24.Março.1998. Disponível em www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9615consol.htm.  Acesso em: 15/06/2018  

SCAGLIA,A. Os jogos/brincadeiras de bola com os pés e o futebol: o início de uma profícua história sistêmica/complexa.Movimento & Percepção. Espírito Santo de Pinhal SP, v.5, n.6, jan./jun.. 2005. Disponível em:ferramentas.unipinhal.edu.br/movimentoepercepcao/include/getdoc.php?id... Acesso em: 10/06/2019  03:34hs

SOUZA, Leandro. Futebol de Rua Vai a Escola. Gpef. São Paulo SP, fev/jun 2013. Disponível em: http://www.gpef.fe.usp.br/semef%202014/Relato%20Leandro_Rodrigo%20Santos%20de%20Souza%20Futebol%202.pdf   acessado 04/07/2018 17:00hs

 



Doze Passo Para os Cristãos:


Doze Passos Cristãos


Doze Passo Para os Cristãos:

"Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo e eu vos aliviarei." (Mateus 11,28)
É uma proposta de integração entre a sabedoria dos Doze Passos de AA e as verdades espirituais da Bíblia.
Essa combinação de recuperação e espiritualidade oferece aos cristãos uma maneira eficaz de trabalhar com o programa de Doze Passos de AA em nome de Jesus Cristo, O Poder Supremo.
Doze Passos Para os cristãos tem por fundamento os princípios cristãos. 
No entanto, não estamos subordinados e nem filiados a nenhuma religião específica, aplica-se a cada espiritualidade através da Bíblia. 
Qualquer pessoa que se considere cristã de qualquer entidade, sem restrição ou mesmo aquela que não esteja ligada a nenhuma denominação.

ORAÇÃO DA SERENIDADE:
Meu Deus, concede-me a serenidade 
de aceitar as coisas que não posso mudar,
a coragem de mudar as coisa que posso
e a sabedoria de perceber a diferença.
Vivendo um dia de cada vez,
aproveitando um momento de cada vez;
aceitando os reveses como caminho para a paz;
percebendo como Jesus fez,
este mundo perverso como ele é,
e não como como gostaria que fosse;
confiando que endireitarás as coisas,
se eu me entregar a tua vontade;
para que eu possa ser razoavelmente feliz nesta vida
e supremamente feliz contigo
para sempre, na outra que em breve virá.
Em nome de jesus.
 Amém

DOZE PASSOS:



( Adaptados de AA)


Os Doze Passos são sugestões de conduta ideais para nos libertarmos de problemas emocionais, dependências, compulsões, solidão e uma série de comportamentos indesejáveis que adquirimos como consequência de nossa separação de Deus que nos levam ao sofrimento.



" Os Doze Passos são um presente que Deus enviou a humanidade através dos fundadores de AA, e que tem curado e salvado milhares de vidas no mundo inteiro." 

1º Passo:

Admitimos que éramos impotentes perante os efeitos de nossa separação de Deus, que tinhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.

"Pois sei que em mim, quero dizer, em minha carne, o bem não habita: querer o bem está em meu alcance, não porém, praticá-lo."(Romanos 7,18) 

Quando éramos crianças, os que eram maiores que nós às vezes nos faziam cócegas. 
Faziam tantas cócegas e por tanto tempo que perdíamos o controle.  
Ficávamos ofegantes e implorávamos que parassem, gritando: "Desisto, dou-me por vencido, pare, por favor!" Às vezes paravam quando gritávamos, outras vezes só paravam quando alguém mais velho ou maior vinha em nosso auxílio.

O 1º Passo é como este episódio da infância. 
Nossa vida e nosso comportamento são como o fazedor de cócegas que aflige dor e desconforto. Fizemos isso a nós mesmos. Assumimos o controle para nos proteger, mas os resultados com frequência terminaram em caos. E agora não queremos desistir do controle e ficar livres do tormento. No 1º Passo, admitimos que não aguentamos  mais. 
Imploramos pelo alívio. Gritamos: "Desisto!"

Não devemos procurar nada complicado ou profundo para entender o 1º Passo. Em vez disso, rendemo-nos e encaramos a dor de frente. Talvez tenhamos passado a vida toda evitando, escondendo ou medicando a dor. O 1º Passo é uma oportunidade para enfrentar a realidade e admitir que nossa vida não está  funcionando sob nosso controle. 
Aceitamos nossa impotência e paramos de fingir.
2º Passo:  
Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos (Jesus) poderia devolver-nos a sanidade.
"Pois é Deus que opera em vós o querer e o fazer segundo o seu designo benevolente." (Filipenses 2,13)
"Olhei para as águas brancas e turbulentas do rio e senti-me derreter por dentro. Toda a coragem que reunira escapou com meu suor. Minhas pernas bambearam com a ideia de ir  na jangada inflada pelas cachoeiras, tudo em nome da diversão. Então o guia, que ia dirigir e comandar nossa jangada, começou a falar. Parecia seguro de si, muito confiante de que tudo daria certo. Deu-nos instruções, ensinou-nos os comandos, fez-nos rir e até me pôs a  vontade. Suponho que era loucura, mas confiei nele para fazer deste insano passeio pelo rio uma experiência segura e agradável."
O 2º Passo é sobre a fé, Confiar e crer. A fé não é intelectualizada, simplesmente é. A fé não é adquirida, é uma dádiva. A fé não é opcional, é uma necessidade. Muitas águas turbulentas e agitadas nos esperam em nossa recuperação. Deus sabe disso e nos prepara colocando fé em nossos corações. Quando, finalmente, "olharmos" para Deus, teremos a fé para crer que Ele está ali.
3º Passo:
Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus.
"Eu vos exorto  pois, irmãos, em nome da misericórdia de Deus, a vos oferecerdes vós mesmos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este será o vosso culto espiritual." (Romanos 12,1)
Consegue imaginar a insanidade de tentar fazer uma cirurgia em nós mesmos?  Pararíamos ao primeiro sinal de dor do bisturi. A cura não aconteceria nunca. É tão insano quanto pensar que poderíamos controlar nossa recuperação. Precisamos por nossas vidas nas mãos de Deus. Só Ele sabe o que é preciso para a cura. No 3º Passo, decidimos entregar o bisturi a Deus. Decidimos pedir-lhe para assumir o controle de nossa vontade e nossa vida.
Pomos em prática o 3º Passo por meio de um processo de tomada de decisão. Pense em outras grandes decisões que tomamos em nossas vidas. Por exemplo, ao decidir sobre a compra de uma casa, levamos em conta coisas sobre a casa tais como o custo, localização, condição, etc. Também tomamos em consideração coisas a nosso próprio respeito, tais como nossa capacidade de pagar, necessidades de moradia, preferências pessoais, etc. Finalmente, quando tudo foi ponderado, tomamos uma decisão. Pomos em prática o 3º Passo de modo parecido. Considerando nossas necessidades, a capacidade divina, o futuro. Refletimos sobre as mudanças. E, finalmente decidimos que Deus é o único capaz de controlar nossa vida, que sua vontade é o melhor pra nós.
4º Passo:
Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
"Esquadrinhemos os nossos caminhos, examinemo-los; voltemos ao Senhor." (Lamentações 3,40)
Se morássemos sozinhos e fôssemos incapazes de ver, enfrentaríamos muitas necessidades especiais. Por exemplo, talvez  achássemos difícil limpar bem a casa sozinhos. Talvez pedíssemos a um amigo com visão para vir ajudar. Esse amigo veria lugares que precisavam de limpeza e não tínhamos percebido. Nosso amigo indicaria esses problemas e então, esperamos,  nos ajudaria a limpar.
No 4º Passo percebemos que há áreas de nossas vidas que precisam de atenção. Também percebemos que não conseguimos ver todas estas áreas. A negação manteve-nos cegos à sujeira em nossos cantos. A falta de amor-próprio fez-nos ignorar a beleza e o valor de nossas vidas. Neste Passo, Deus vem até nós como o amigo zeloso, Ele abre nossos olhos para as fraquezas em nossas vidas que precisam mudar e nos ajuda a edificar nossas forças.
Assim como uma  empresa faz um inventário de seu estoque, no 4º Passo fazemos o inventário de nossas vidas. Com uma prancheta, percorremos os corredores de nossas vidas e anotamos áreas de fraqueza e de força. Quando chegamos aos relacionamentos, anotamos os ressentimentos e rancores, mas também examinamos nossos relacionamentos amorosos e saldáveis. quando  chegamos a nossa comunicação, anotamos as mentiras, mas também relacionamos e os caminhos positivos que partilhamos com os outros. neste processo, devemos pedir para que Deus nos guie. Ele conhece o que nosso armazem contém muito melhor do que nós.
INVENTÁRIO MORAL: É uma lista de nossas forças e fraquezas. Neste texto, as fraquezas também são citadas como: ofensas, deficiências de caráter, faltas e defeitos. Esse inventário é uma coisa que realizamos piedosamente com a ajuda de Deus. É para nosso próprio benefício.
5º Passo:
Admitimos perante  Deus, e perante nós mesmos e perante a outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.
"Confessai, pois, vossos pecados uns aos outros e rezai uns pelos outros, a fim de serdes curados." (Tiago 5,16)
Imagine uma casa que ficou fechada por vários anos. Um lençol de poeira cobre tudo. Sobejam sinais de decadência: teias de aranha em cordões, como decoração de festa. Odores abafados e mofados de bolor. Bugigangas irreconhecíveis no consolo da lareira empoeirado. Quadros esquecidos e desbotados em paredes manchadas. Sentimentos lúgubres que pairam como fantasmas de anos passados. Mal podemos esperar para abrir todas as portas e todas as janelas, ventilar os cantos escuros e empoeirados. Vemos a luz do dia espantar  os demônios da escuridão e da sombra.
Nossas vidas são como casas fechadas. Todos os nossos segredos infames, comportamentos embaraçosos e esperanças pedidas estão escondidos. O ar de nossa vida é mofado por que temos medo de abrir portas e janelas aos outros com medo de sermos descobertos, rejeitados ou humilhados. O 5º Passo é nossa saída. Quando admitimos a natureza exata de nossas falhas a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano, abrimos as portas e janelas de nossas vidas. Mostramos nosso verdadeiro eu.
Pomos em prática o 5º Passo sendo sinceros e honestos conosco  mesmos, com Deus e partilhando nosso inventário moral com alguém que confiamos,  alguém que nos compreenda, que nos incentive e não nos condene.

6º Passo:
Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter, dando a Ele a liberdade necessária para isto ocorrer, por meio do agir do Seu Espírito em nós.
"Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará." (Tiago 4,10)
Quando um lavrador trabalha no campo, começa com a preparação do solo. Lavra, ara, revolve a terra, fertiliza, revolve a terra outra vez e, finalmente, planta. Durante algum tempo, o lavrador está visivelmente ativo no campo. Mas depois que planta, para um pouco, para que as novas sementes cresçam. Não há nada a fazer, exceto esperar e confiar.
No 6º Passo, a atividade cessa durante uma temporada. As sementes de mudança que Deus plantou tem tempo para germinar e crescer. Nossas emoções tem tempo para alcançar nossas novas experiências. Aramos e preparamos e agora damos ao poder divino o tempo necessário para criar em nós uma mudança interna.
Pomos em prática o 6º Passo estando preparados para o momento em que Deus traz mudanças em nossas vidas. Estar preparados não parece atividade, mas é, atividade espiritual. Deus só pode nos mudar se quisermos que Ele o faça e até agora não lhe pedimos mudanças. Só ficamos conscientes de nossa condição e admitimos nossa necessidade. Em passos futuros, pediremos a Deus para eliminar nossos defeitos e ajudar-nos a endireitar as coisas. Neste Passo, esperamos que Ele faça algum trabalho interno e precisamos ser sensíveis às mudanças que está fazendo em nossos corações.
7º Passo:
Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
"Se confessarmos nossos pecados, fiel e justo como é, ele nos perdoará nossos pecados e nos purificará de toda iniquidade. " (1ª Carta de João 1: 9)
Quem já esteve gravemente doente ou machucado sabe o que é precisar dos outros. É, na verdade, humilhante quando estamos no leito de doente, incapazes de nos mover e de cuidar de nós mesmos. Até a necessidade mais simples precisa ser satisfeita por outra pessoa. Quando chegamos ao 7º Passo, percebemos estamos em um leito de doente e só Deus pode satisfazer nossas necessidades. Até agora, todos os passos reforçaram o mesmo tema: Somos incapazes, mas Deus é capaz! Assim, enquanto estamos desamparados e humildes no leito de nossa doença, rogamos: "Elimina minhas imperfeições".
O 7º Passo requer oração. É de joelhos que o pomos em prática. Nossa condição, nossa sinceridade e nossa dor nos fizeram humildes por isso, agora precisamos abrir a boca e rezar. Aqui a tentação é rezar uma oração geral. Somos tentados a rogar a Deus para eliminar tudo como se fosse um negócio. Mas não é assim que o programa funciona. Se formos meticulosos, nosso inventário do 4º Passo relacionou cada defeito de caráter separadamente. Nossa confissão do 5º Passo também foi feita item por item, e, mais tarde, nossas reparações serão feitas individualmente, assim, agora nossa tarefa do 7º Passo é a oração humilde pela eliminação de nossas imperfeições - uma falha de cada vez.
8º Passo:
Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
"E assim como quereis que os homens façam a vós, fazei do mesmo modo a eles." (Lucas 6, 31)
- Mamãe! Sara me bateu! - R. J. berrou como uma sirene.
- Mas ele me chutou primeiro - Sara se defendeu.
- Sim, mas ela pegou meu jogo.
- Ele não devia ser tão melindroso...
E por aí a fora...
Isso lhe parece familiar? As crianças adoram culpar os outros por seus problemas e detestam aceitar responsabilidades. De vez em quando, nós adultos as obrigamos a aceitar a responsabilidade e as constrangemos a um pedido de desculpas forçado. Mas elas nunca dizem espontaneamente: " Sinto muito. Me comportei mal".
No 8º Passo, começamos a crescer; a fazer o que pessoas amadurecidas espiritualmente fazem - aceitar a responsabilidade de nossos atos, sem levar em conta o mal que os outros nos fizeram. Em todos esses passos estivemos lidando com material nosso. O 4º Passo era nosso inventário moral - de ninguém mais. Nossas admissões do 5º Passo eram de nossas falhas. Estamos aqui para examinar e corrigir apenas as nossas próprias imperfeições. No 8º Passo continuamos a examinar. Mas desta vez estamos levando em conta os que foram prejudicados por nossos defeitos de caráter.
Pomos em prática o 8º Passo por meio de séria reflexão. Com a ajuda de Deus, recordamos os nomes e as fisionomias das pessoas que prejudicamos. Nossa tarefa é anotar seus nomes e apreciar cada pessoa com atenção. Precisamos examinar nosso relacionamento com as pessoas e refletir na maneira como as prejudicamos. 
Ajudaremos a nós mesmos sendo o mais minuciosos  possível em nossas notas e considerações.
9º Passo:
Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significa-se prejudicá-las ou a outrem.
"Por tanto, quando fores apresentar tua oferenda no altar, se ali te lembrares de que teu irmão tem algo contra tí, deixa a tua oferenda ali, diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; depois, vem apresentar tua oferenda." (Mateus 5,23-24)
As catástrofes naturais são sempre notícias absorventes. Terremotos, furacões, incêndios em florestas ou matagais e enchentes prendem nossa atenção. Porém, raramente, vemos o trabalho árduo de reconstrução que acontecem depois que o desastre passou. Vidas, lares, negócios e comunidades inteiras  são restauradas e reanimadas.
O 9º Passo assemelha-se às restaurações e a reconstrução que acontecem depois da calamidade. Pelo processo de reparação, começamos a corrigir os danos de nosso passado. No 8º Passo, avaliamos os danos e fizemos um plano. Agora, no 9º, entramos em ação.
A prática do 9º Passo envolve contatos pessoais com aqueles a quem prejudicamos. Percorremos nossa lista do 8º Passo, pessoa por pessoa. Abordamos cada uma delas com delicadeza, sensibilidade e compreensão. 
Deus  pode  nos ajudar a descobrir o melhor jeito de fazer o contato. Algumas pessoas requerem um encontro frente a frente, enquanto outras situações podem ser resolvidas com mudanças de nosso comportamento. Seja qual for o caso, Deus nos concede a sabedoria e a orientação que precisamos.
10º Passo:
Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
"Assim, pois, aquele que pensa estar de pé tome cuidado para não cair." (1Cor 10,12)

Quem cultivou um jardim sabe o cuidado necessário para mantê-lo saudável. 
Precisamos remover  pedras e ervas daninhas, enriquecer o solo com fertilizantes, cercá-lo para que retenha a água, plantar as sementes, regar e proteger contra insetos. É preciso cuidado constante para manter o jardim livre de ervas daninhas que poderiam retomá-lo se as deixássemos. Outrora o Jardim lhes pertencia e elas parecem sempre querê-lo de volta.


Nossa recuperação ocorre de forma semelhante. Outrora, pertencíamos às "ervas daninhas" - nossos comportamentos derrotistas -, mas Deus nos ajudou a plantar um jardim em nossas vidas.  Arrancou as ervas daninhas  e fez com que coisas maravilhosas crescessem em lugar delas.  
Deus  usou os Passos como instrumento e nos levou a um lugar onde as coisas são diferentes. Estamos começando a ver a promessa de frutos, a promessa de mudança duradoura. No meio deste novo jardim, também podemos ver a volta das ervas daninhas, que não morrem facilmente. De fato, enquanto vivermos, nossos velhos hábitos derrotistas buscaram reconquistar nossas vidas. Por essa razão, precisamos estar sempre vigilantes para por em prática o 10º Passo. Precisamos continuar fazendo o inventário pessoal e a proteger nosso jardim.
INVENTÁRIO PESSOAL: Parece-se muito com o inventário moral do 4º Passo. A diferença é a natureza contínua e frequente. A ideia de pessoal é para nos lembrar que o inventário é sobre nosso comportamento e emoções, e não sobre os outros. Este inventário nos auxilia a identificar nossos erros e a necessidade de corrigi-los para nosso próprio benefício.
11º Passo:
Procuramos através da prece e da meditação, melhorar nosso contato com Deus, rogando apenas o conhecimento de sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
"Que a palavra de Cristo habite entre vós em toda sua riqueza." (Colossenses 3, 16)
A comunicação sincera é essencial para um relacionamento saudável. Se os parceiros decidem não conversar um com o outro, o relacionamento sofrerá em todas as áreas e acabará fracassando. Por outro lado, quando existe comunicação, relacionamentos se fortalecem ou, se foram rompidos, são curados e recuperados.
O relacionamento com Deus é nosso relacionamento mais importante. E é impossível sem a comunicação. Ao nos aproximarmos de Deus na prece e na meditação, aproximamo-nos de nossa fonte de poder, serenidade, orientação e cura. Ignorar a comunicação com Deus é desligar nossa fonte de força.
Colocamos  em prática o 11º Passo por meio da oração e da meditação. 
Na oração, conversamos com Deus, e na meditação nós  O ouvimos. Entretanto, muitos de nós lutamos com a oração. Conhecemos orações, mas não sabemos como rezar. 
O 11º Passo é a comunicação com Deus. É o processo de aprender a intimidade e o poder da prece e da meditação. É o ato de nos aproximarmos de Deus.
12º Passo:
Tendo experimentado um despertar espiritual,  graças a estes Passos,  procuramos transmitir esta mensagem aos outros e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.
" Irmãos, se acontecer a alguém ser surpreendido em falta, a vós, os espirituais, compete corrigi-lo, com espírito de mansidão; acautela-te consigo mesmo: tu também não podes ser tentado? (Gálatas 6,1)
Em quase todas as casas com crianças, há uma parede ou um batente de porta com marcas de lápis. Essas marcas, com datas ou idades ao lado, acompanham o crescimento. 
Com intervalo de alguns meses, as crianças  encostam-se na parede e a mamãe ou papai marcam sua altura. 
Às vezes o crescimento nem  é notado,  outras é drasticamente notado.
O 12º Passo é ocasião para notar o crescimento. Pela Graça Divina e o nosso compromisso de pôr  em prática os Passos, passamos por uma experiência espiritual que mudou nossas vidas. Começamos esta viagem como tiranos amedrontados, agarrados desesperadamente ao controle de nossos pequenos reinos. Mas terminamos este ciclo de nossa viagem com um novo rei no trono: DEUS. Passamos por uma rebelião que conduzimos contra nós mesmos (ego). Com a ajuda divina, eliminamos nosso reino e estabelecemos o de Deus. Embora, saibamos que crescemos por meio desse procedimento, a marca na parede está uma pouco mais baixa - não inclui a coroa.
Nós nos preparamos para o 12º Passo assegurando que Deus tenha feito parte de todos os aspectos de nosso programa. 
Se simplesmente O acrescentarmos como ingrediente de nossa recuperação,  não notaremos nenhum despertar espiritual no 12º Passo. 
Se mantivermos controle em todos os Passos, mas os praticamos com zelo rigoroso, não encontraremos nenhum despertar espiritual agora.  
Entretanto, o despertar espiritual do 12º Passo será nosso, se tivermos feito o seguinte: 
Confiado na presença de Deus, praticando os passos em parceria com Ele e entregando a Ele o controle de nossa vontade e de nossa vida continua e diligentemente até o fim, até a morte.
“ Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. “  Apocalipse 2:10